Desabafo de Uma Mulher… na TPM

Normalmente sou uma pessoa muito paciente e bem resolvida com minhas escolhas. Decidi ser mãe em tempo integral, mas com isso tive que abrir mão de algumas comodidades no dia a dia. Não tenho cozinheira, nem babá, nem faxineira e muito menos passadeira. Tenho apenas um anjo que me socorre sempre que a coisa aperta e o dinheiro sobra, que vem e apaga o fogo, nada regular ou constante.

Não estou reclamando, como já disse, minhas escolhas foram conscientes e mesmo assim tem coisas que me irritam…

Me irrita ter que pensar em toda a logística e ainda ser chamada de chata e controladora;
Me irrita ter que decidir o cardápio as 8 horas da manhã, para que o tempo seja compatível;
Me irrita ter alguém chamando mamãe enquanto chora, por pura falta de opção do que dizer;
Me irrita ter que dividir meu tempo em 4, sendo que nenhuma parcela dele será dedicada à mim, nem por 5 minutos de puro ócio;
Me irrita ter que estar linda e disponível o tempo todo, como se fosse responsabilidade MINHA a fidelidade DELE;
Me irrita não poder contar com minha mãe, que está sempre muito ocupada com seus compromissos e se esquece que precisou de ajuda quando eu era pequena;
Me irrita ter que explicar para as pessoas o porquê escolhi ficar em casa e abrir mão de uma “carreira brilhante”;
Me irrita não poder jantar com uma amiga sem que para isso tenha que acionar a NASA para me ajudar com as crianças;
Me irrita não ter o mínimo de privacidade, não conseguir tomar banho e nem ir ao banheiro, fazer cocô, sozinha;
Me irrita não ser capaz de mudar isso e ainda ter que explicar o porquê que essas coisas me irritam!!

Em um dia comum respiro fundo e sigo em frete, mas na TPM…

Tenho vontade de BERRAR!!!

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Malu

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Um Pesadelo – Ser Deixada

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Ontem tive um daqueles sonhos tão reais e cheios de detalhes que assustam. Principalmente porque acredito que os sonhos dizem alguma coisa sobre nós. Vou contar como foi..

Começou com meu marido viajando como de costume e eu falando para alguém, não me lembro quem, que ele estava muito estanho e que eu tinha o nome da mulher que ele estava saindo.

Então decido viajar para encontra-lo e com a facilidade de transporte que só acontece nos sonhos, me vejo em um lugar e a dita mulher vem ao meu encontro.

Me recebe como uma ótima anfitriã e me acolhe em sua casa, casa essa que está morando com meu marido, passamos o dia passeando como se fôssemos velhas amigas.
A noite meus filhos agora estão presentes e dormimos todos em um quarto como convidados da tal mulher

Na madrugada ela aparece de babydoll azul marinho, linda seu corpo impecável tudo no lugar e do tamanho certo, seus cabelos loiro compridos devidamente escovado e seus olhos azuis intensos, chamando meu marido para deitar com ela, pois está com muita vontade de “fazer amor”. Minha presença não a intimida.

Nessa hora passa mil coisas pela minha cabeça entre elas que faz muito tempo (se é que em algum momento de nosso relacionamento isso aconteceu) que não acordo durante a noite para namorar, que nossos momentos a dois estão cada vez mais escassos, que estou cada dia mais cansada e com menos tesão, que foi por isso que ele começou a sair com essa mulher. Me sinto traída, deixada, trocada…

Levanto da cama e vou correndo atrás deles disposta a fazer qualquer coisa, o que for preciso, para ter meu marido de volta. Quando o encontro já estamos em uma sala assistindo uma comédia sem sentido.

Então o pergunto como eles se previnem, eis que a resposta cai sobre mim como uma bomba: “ela é naturalista e não faz prevenção nenhuma deixa por conta do universo”. Isso me ofende mais ainda, mais do que a própria traição, pois e se ela engravidar? E como ele pode confiar assim nela? E eu?

Saiu correndo da sala segurando as crianças pelo braço e quando ele vem atrás de mim digo para que fique, então a vejo sentada com as pernas sobre o sofá com os cabelos loiros, seu babydoll de seda, seus olhos azuis sedutores e um sorriso sarcástico e sensual.
Ele volta para ela, e então o puxo para sair comigo. E pergunto se ainda me ama e ele apenas me olha e me coloca em seu colo… Começo a chorar aos soluços, pois já sei a resposta.

É chorando que volto para a realidade com um misto de alívio e angustia. Meu marido não está em casa, saiu à trabalho há dois dias e só volta amanhã… Não consigo parar de pensar nesse sonho. E se acontecer? O que será da minha vida?

Mando uma mensagem transbordando meu amor e organizo mentalmente uma recepção callente romântica: levar as crianças na escola e o Pedrinho para minha vó, tarde no cabeleireiro, buscar as crianças e levá-las para dormir na casa da minha irmã, voltar e preparar a casa com velas perfumadas, jantar e flores.

Começo a me sentir melhor. Faz tanto tempo que estamos juntos… Não consigo imaginar minha vida sem ele… Não, não é constume ou me acomodei com sua presença/ausência… Eu o amo de verdade!! Não quero perde-lô, nunca!!

Beijocas
Malu

Churrasco da Mama

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Durante os anos de convivência acabamos definindo alguns papeis por habilidades ou por comprometimento e presença mesmo. E acabei me dando conta disso só nesse final de semana.

Quando meu filho mais velho nasceu decidi ficar em casa até ele completar dois anos, porém antes disso nasceu a Aninha e antes dela completar dois anos nasceu o Pedro que está hoje com 2 anos e meio. Com essa escadinha em casa já dá para imaginar o que aconteceu, né? Minha estada em casa passou de 2 para 3, 4… enfim ainda não voltei a trabalhar. Com essa escolha, realizada em conjunto, posso curtir meus filhos, minha casa e minha nova vida. Claro que nem tudo são flores, mas até os espinhos fazem parte, não é? Kkkk (pausa para o momento Poliana…)

Assim algumas coisas foram tomando forma e se determinando. Passar, lavar e cozinhar ficaram por minha conta e meu marido teve que trabalhar um pouco mais para pagar as contas. Como ele trabalha viajando, aumento de trabalho significa mais tempo fora de casa, o que reafirmou minhas atividades domésticas. Nas folgas arruma as coisas quebradas, é um paizão e faz um delicioso churrasco uruguaio.

Nesse final de semana eu decidi fazer o churrasco, só porque eu queria comer um churrasquinho diferente, igual eu comia quando era criança cheio de espetinhos! Para não criar caso (depois de alguns anos de casada percebei que as brigas muitas vezes são pura perda de tempo), então como meu maridinho é uma pessoal de sentimentos a flor da pele e falar que não queria seu churrasco iria geral um grande desconforto, igual a drama mexicano ” Por que você não quer meu churrasco? Você não me ama mais Malu Maria… Oh, não! Eu faço de tudo para agradar-te…” e por aí vai… Resolvi me meter a churrasqueira.

E aqui começa minha aventura. Para minha surpresa descubro que não sei ligar ascender a bendita churrasqueira. Lógico eu nunca tinha feito um churrasco na vida!! Como assim? Isso mesmo!! Até hoje em todos os churras que fui ou ofereci tive um indivíduo Y comandando a fornalha.

Pois bem, voltando aos fatos. Tentei de tudo para acender a churrasqueira! Colocar fogo no jornal e colocar no carvão, é eu sei colocar o carvão dentro da churrasqueira, não deu certo; tentei colocar álcool no jornal, fogo e colocar no carvão e o meu fogo apareceu, porém como uma boa atrapalhada que sou quis colocar mais álcool no carvão para aumentar o fogo, meu tio sempre fazia isso e dava certo, e enxarquei meu carvão e o fogo apagou e não queria pegar nunca mais! Um pouco desesperada troquei o carvão ensopado e comecei de novo.

Com o fogo superado bem aceso chegou a hora de colocar a grelha. No começo eu pensei que era só colocar em cima do fogo e pronto… Daí que descobri que existem várias regulagens e que elas estão ligadas diretamente com velocidade que a carne assa e consequentimente com seu sabor. Opto pela regulagem média, afinal o caminho do meio é sempre melhor…

O Cadu marido chegou quando eu estava terminando de colocar os fadados espetinhos sobre a grelha e por um momento ficou um silêncio profundo. Seu olhar ia da churrasqueira com os espetinhos de carne e as asinhas de frango sobre a grelha para a montanha de carvão molhado no chão denunciando minha inabilidade. Por fim ele disse “É parece que o cheiro está bom.” Ufa! Uma tonelada saiu das minhas costas e pude curtir o churrasquinho delícia que estava saindo e dar muita risada da minha inexperiência.

A carne ficou divina exatamente como eu desejava, afinal eu posso nunca ter sido a churrasqueira, mas sempre temperei as carnes!! 😉

Minha Aninha não passará por isso dentro da lista do que uma mulher precisa saber para sobreviver na selva ou na cidade já inclui, além de trocar lâmpada e arrumar chuveiro, como fazer um churras passo a passo.

Beijocas,
Malu